A família faz parte das relações, da vida, na constituição da personalidade do indivíduo. Os primeiros anos tem papel principal na constituição da vida psíquica, no desenvolvimento infantil. No momento de desconforto ou dor, a reação do bebê é motora: o choro, os movimentos das pernas e braços e o grito aparecem como tentativas de alívio. Assim como, quando ele sorri, demonstra estar seguro, tranquilo e alegre.
O bebê necessita que falem com ele o que está vivendo.
No decorrer do tempo, com a compreensão dos pais diante do que o bebê expressa e junto com suas trocas afetivas ele vai se desenvolvendo fisicamente e psiquicamente. Esses cuidados permitem ao bebê se tornar um sujeito que terá seus próprios desejos e a partir disso, saberá fazer suas escolhas. O bebê participa ativamente na vida, na interação com seus cuidadores.
Existe uma dificuldade de reconhecer o bebê com suas sensações e seus potenciais e portanto, de favorecer o desenvolvimento da independência dele. E se isso ocorrer, ele levará esta bagagem para outras relações e apresentará bloqueios no convívio escolar e não terá voz própria por não ser reconhecido como tal, como sujeito. Por reconhecer a importância do papel da família e saber das dificuldades e dos desafios de atender as necessidades do bebê de uma forma adequada, é oferecido o Atendimento ao Bebê e seus Pais.
A família que é acolhida vai receber e vincular-se melhor com o seu bebê. A intervenção ocorre no laço do bebê com o ‘Outro’. O efeito da palavra para o bebê ocorre através dos pais que se modificam no seu gesto com ele. Trata-se de uma prevenção no sentido de atuar no tempo dos desencontros ou mal-entendidos da vida inicial de relação do bebê com o ‘Outro’ para que sua evolução não seja interrompida em sua continuidade natural de seu desenvolvimento saudável. A privação desse olhar cuidadoso pode manifestar problemas físicos e clínicos.